sexta-feira, 17 de setembro de 2010

cachaça e o cobre

Olá a todos,
Inicialmente gostaria de indicar a visita ao site do CACHAÇATUR que foi lançado na ultima segunda feira em Belo Horizonte.
http://www.cachacatur.com.br/
O assunto envolvendo o cobre e a cachaça continua rendendo e por isso estou publicando na integra a carta que nos foi enviada pela sra Amazile, renomada profissional do setor de quimica.

ALAMBIQUE DE COBRE: Em defesa da cultura e da verdade
   
  • _ O cobre está presente em todos os seres vivos animais e vegetais: é um mineral indispensável, entre outros, nos processos de respiração e fotossíntese.
  • _ O cobre é indispensável à saúde e à vida. Trata-se de um “micronutriente essencial”, presente em diversos alimentos e até em suplementos minerais destinados a crianças, adultos, animais, plantas...
  • _ Na destilação da cachaça em alambique, não existe arraste de cobre metálico: o que passa à cachaça, em pequena quantidade, são cátions de cobre, advindos da oxidação da superfície interna do alambique.
  • _ Esses cátions se associam a ânions, formando sais minerais que compõem o zinabre. Quando o destilado contém muito zinabre (cerca de 0,05 g/L, ou 50 mg/L), ele se apresenta com a coloração azul.
  • _ Uma dose de referência para avaliar a toxicidade de uma substância é a LD50 oral para ratos”, ou seja, a dose letal para 50% dos ratos de prova.
  • _ A LD50 oral para ratos do sulfato de cobre (que contém 40% de íons cobre) é de 960 mg/kg. A aplicação desse valor de referência a um homem de 60 kg , significa 50% de chance de morte pela ingestão de 22930 mg de íon cobre (60 x 960 x 0,40), valor 4580 vezes superior ao que se encontra em 1 litro de cachaça contendo o teor limite de cobre previsto na legislação (5 mg/L).
  • _ O emprego de alambiques de cobre é tradicionalmente reconhecido, em todo o mundo, como parte integrante da produção de destilados de qualidade sensorial superior
  • _ Durante a destilação, a parcela de cobre iônico na superfície interna dos alambiques promove várias reações desejáveis, como a oxidação dos mercaptans e grande parte dos aldeídos (eliminando traços de aromas desagradáveis) e inúmeras esterificações (interações do etanol com ácidos oriundos da fermentação) gerando aromas agradáveis e harmoniosos
  • _ Essas reações acontecem na região superposta à panela, ou seja, na coluna do alambique, onde coexistem as fases líquida e vapor.
  • _ Ao final da destilação, a quase totalidade do cobre iônico que atuou como catalisador de reações desejáveis na coluna junta-se ao resíduo da destilação (vinhoto).
  • _ A parcela mais significativa de cobre que aparece no destilado (cachaça de alambique) advém da alonga e da serpentina de resfriamento, que podem ser considerados elementos externos ao alambique, cuja função restringe-se a direcionar e condensar os vapores oriundos da coluna.
  • _ Ou seja, é possível minimizar o teor de cobre na cachaça de alambique, apenas substituindo cobre por aço inoxidável em elementos externos ao alambique: alonga e resfriador.
  • _ Ademais, existem outros recursos tradicionais, como o emprego de resinas de troca iônica, para ajuste do cobre residual na cachaça, após a destilação. E os produtores de cachaça de alambique dispõem de kit´s para monitoramento do teor de cobre na bebida.
  • _ Portanto, é inconcebível que, a pretexto de proteger a saúde da população, seja divulgado na mídia que o cobre mata e que os alambiques de cobre precisam ser eliminados.
  • _ A menos que o preconceito (ou a ignorância) se sobreponha ao conhecimento; ou que haja interesse em eliminar valores como cultura, tradição, paladar e sensibilidade.
 Belo Horizonte, 10 de setembro de 2010.
 Amazile Biagioni Maia

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